
Segundo a NASA, em 2021, a órbita baixa da terra possuía mais de 27 mil pedaços de detritos espaciais. De lá para cá centenas de satélites foram enviados, principalmente os Starlink da SpaceX. Esses objetos podem não só atrapalhar a observação astronômica feita aqui da Terra, como ser um risco para outros sonhos espaciais. No entanto, a Agência Espacial Europeia (ESA) desenvolveu uma tecnologia que é capaz de lidar com o lixo espacial.
A vela de frenagem é chamada de Drag Augmentation Deorbiting System (ADEO) e no final de dezembro de 2022 realizou seu último teste de demonstração desde que foi apresentada em 2018.
A vela é composta por uma membrana poliamida revestida de alumínio e sustentada por quatro braços, reforçado com carbono, em forma de X que aumenta o arrasto da superfície atmosfera do satélite.
O protótipo possui cerca de 3,5 metros quadrados e foi dobrado para caber em um compartimento de 10 centímetros. Ele foi lançado junto com um satélite privado que foi lançado por um Falcon 9, em 30 de junho de 2021.
Já em órbita, em dezembro do ano passado, a vela foi aberta. Assim ela aumentou o contato do satélite com átomos na atmosfera superior que viajavam em sentido oposto à órbita dele. O resultado foi que o efeito de arrastão fez com que a espaçonave perdesse altitude orbital, acelerando sua entrada na atmosfera e consequente queima.
Apesar de não ser uma ação que vai ajudar a reduzir o lixo espacial já existente, a vela vai contribuir para que mais detritos não sejam produzidos. Os próximos satélites a serem lançados não demorarão mais tanto tempo para voltarem para atmosfera terrestre.
Entre para comentar.