
No meio do Oceano Pacífico, mais especificamente na ilha de Paliquir, capital da Micronésia, fica uma das cidades perdidas mais misteriosas já encontradas. Nan Madol tem uma localização remota, longe de qualquer continente e mais impressionante: ninguém sabe como ela foi construída.
A cidade em ruínas foi descoberta apenas há cerca de 100 anos. Pesquisadores acreditam que o império em questão teve seu auge entre os anos 1200 e 1700, sendo provavelmente um ponto importante da Micronésia. Mas o que mais chama a atenção é que essa não é uma cidade qualquer. Nan Madol é uma cidade flutuante.
Cientistas acreditam que cada ilha da cidade servia para uma função específica, como locais de reuniões, templos religiosos e até mesmo banheiros. Em alguns locais existem palácios com até oito metros de altura e muralhas enormes.
Como é um arquipélago artificial, foram construídos canais que conectam as ilhas, como uma espécie de Veneza da antiguidade. O local foi dominado por estrangeiros por volta de 1100, no começo do império Saudeleur. Por volta de 1600, a dinastia chegou ao fim.
É estimado que o arquipélago era principalmente a morada da nobreza Saudeleur, recebendo políticos e religiosos da época. O que mostra a importância que esse local já teve. Desde 2016 a cidade perdida é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco.
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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