
Um forte terremoto atingiu a Turquia e a Síria na madrugada desta segunda-feira. Ele chegou a 7,8 na escala Richter e nove horas depois, um tremor secundário teve magnitude de 7,5. Já foram registrados mais de 7 mil mortos, mas as buscas ainda estão só começando.
Segundo cientistas, outros tremores secundários ainda continuarão atingindo a região nos próximos dias, meses ou até mesmo anos após o primeiro terremoto. Esses abalos sísmicos acontecem por causa dos reajustes que acontecem na falha que ocasionou o terremoto principal, liberando a energia acumulada.
Haverá tremores secundários perceptíveis a este terremoto anos depois. Neste momento, posso prever para você que haverá muito mais tremores secundários de magnitude 5, provavelmente 6 ou mais, nesta área. Essa é uma decisão fácil de fazer, porque historicamente falando, estatisticamente falando, isso é quase garantido.
Os terremotos são causados pelo choque ou tensão de placas tectônicas sob a crosta terrestre, eles geralmente acontecem em falhas dessas massas de rochas, como o que aconteceu na Síria e na Turquia.
Na região, o terremoto se formou a partir de uma movimentação transcorrente. Ou seja, duas placas em movimento horizontal mas em sentido opostos, criaram uma tensão até que uma falha se formasse e causasse o terremoto. Isso aconteceu em regiões relativamente rasas, acarretando em fortes tremores.
Os terremotos secundários se formaram a partir de uma linha de falha do terremoto principal. No entanto, o tremor secundário mais forte, de 7,5 de magnitude, se originou em outra faixa de falha mais que se conecta com a principal, o que torna os eventos mais complexos do que o normal.
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