
Famoso por ter revelado a primeira imagem real de um buraco negro e a primeira imagem do buraco negro da Via Láctea, o Event Horizon Telescope (EHT), um conjunto de telescópios composto por antenas de rádio espalhadas por todo o mundo, flagrou um quasar distante chamado NRAO 530, cuja luz – uma das mais brilhantes do Universo – viajou por 7,5 bilhões de anos para chegar até aqui.
Quasares (abreviação de “fontes de rádio quase-estelares”) são um tipo núcleo galáctico que os astrônomos presumem ser alimentado por um buraco negro supermassivo muito ativo no centro, cercado por material que é furiosamente absorvido por ele.
O EHT foi responsável por fornecer a primeira imagem de um buraco negro da história. Em 2019, ele fotografou o coração da galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz de distância. Mais recentemente, no ano passado, ele também capturou o núcleo galáctico da Via Láctea, o buraco negro Sagittarius A*.
Conforme destaca o site Science Alert, as observações duraram anos antes de finalmente termos essas imagens formadas. A investigação do quasar NRAO 530 começou em 2017, com o intuito de calibrar o poderoso radiotelescópio. Como esse quasar é próximo do Sagittarius A* quando visto no céu, ele é um objeto de calibração popular da Via Láctea.
O tamanho efetivo do telescópio entrega detalhes sem precedentes desses objetos, como pontua um dos líderes da pesquisa, Maciek Wielgus, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha.
A luz que vemos viajou em direção à Terra por 7,5 bilhões de anos através do Universo em expansão, mas com o poder do EHT vemos os detalhes da estrutura da fonte em uma escala tão pequena quanto um único ano-luz
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