
A disputa pelo mercado dos veículos elétricos coloca frente à frente, mais uma vez, Estados Unidos e China. Uma corrida que nenhum dos dois países quer perder e que é considerada como uma questão de segurança nacional.
Em entrevista à The Verge, Dingell disse acreditar que o principal desafio dos Estados Unidos neste momento é tornar os carros elétricos mais acessíveis para a população, garantindo também a estrutura necessária de recarga desses veículos.
“O Capitólio dos Estados Unidos não tem estações de carregamento. Eu não tenho a disponibilidade de carregamento com as restrições de tempo na minha mão. Isso é um problema. Sabe quantas casas não têm garagens neste país? Cinquenta por cento das casas neste país não têm garagens. Temos de ser realistas, mas continuar a avançar”.
A deputada lembra que existe uma proposta de regulamentação do setor que prevê que dois terços dos veículos elétricos vendidos no país sejam elétricos até 2032. “Várias coisas têm que acontecer antes que isso seja realista. Não acho que a base esteja no lugar”, defende ela.
Debbie Dingell ainda se mostra muito preocupada em relação à China. Hoje, destaca, o país asiático é a fonte de provavelmente 80% dos minerais que estão sendo usados nas baterias dos carros elétricos, o que torna o mundo dependente dos chineses.
“Não quero deixá-los sair na frente, mas eles provavelmente têm um pouco mais de know-how. Nós temos que desenvolver essa propriedade intelectual aqui neste país. Colocamos o mundo sobre rodas. Somos a casa da mobilidade. Não vou separar nossa liderança de nenhum outro país, muito menos da China. Essa é uma questão econômica competitiva, e é uma questão de segurança nacional”.
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