
A supernova Tycho, na constelação de Cassiopeia, foi avistada pela primeira vez na Terra, em 1572. Ela se originou de uma anã branca, mas hoje se parece mais com uma bola de algodão cor-de-rosa. Em uma foto divulgada em 28 de fevereiro, é possível ver a supernova cercada por uma linha vermelha fina e foi justamente esse detalhe que chamou a atenção dos astrônomos.
Uma nova pesquisa mapeou a geometria do campo de Tycho, oferecendo detalhes sem precedentes. No estudo, os astrônomos apontaram que as partículas carregadas, como os elétrons, são aceleradas a velocidades muito próximas à da luz, antes de serem emitidas como raios cósmicos.
Uma evidência de que isso acontecia na estrela já havia sido encontrada em 2011, a partir de observações feitas com Chandra X-Ray Observatory. O telescópio registrou um padrão de listras de raio-X na borda externa da supernova.
Agora na nova pesquisa, os astrônomos focaram em observar regiões onde as partículas são aceleradas em velocidades próximas à da luz e é possível encontrar elétrons muito excitados. Para o estudo, eles usaram o telescópio espacial Imaging X-ray Polarimetry Explorer ( IXPE ), da NASA, entre o final de junho e o início de julho, e entre 21 e 25 de dezembro de 2022.
Os dados permitiram que os pesquisadores observassem as emissões de raio-X dos elétrons altamente energéticos, próximos da borda de Tycho, no momento em que atravessavam o campo magnético.
Os pesquisadores explicaram que a linha vermelha em volta de Tycho, onde as partículas são aceleradas, é muito fina. Isso porque ao emitir raios-X, os elétrons perdem sua energia muito rapidamente. Então quando eles se afastam muito da borda, eles já não estão mais produzindo raios-X.
Entre para comentar.