Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de março de 2023 · 3 min de leitura ·

Conheça as 5 maiores erupções vulcânicas da história

Conheça as 5 maiores erupções vulcânicas da história

Fascinantes e assustadores, os vulcões fazem parte do dia a dia do planeta há bilhões de anos. Como outros fenômenos naturais, sua atividade por vezes é imprevisível e pode provocar grande destruição. Abaixo, listamos cinco das maiores erupções vulcânicas da história, algumas delas há milhares de anos, outras mais recentes, de décadas atrás.

Entre os dias 5 e 10 de abril de 1815, o mundo presenciou a maior erupção em séculos, que afetou até mesmo o clima global. Atingido o nível 7 no Índice de Explosividade Vulcânica, a erupção do Monte Tambora, na Indonésia, durou meses e cessou apenas no dia 15 de julho daquele ano. Cerca de 100 mil pessoas morreram em decorrência da erupção, que expeliu milhões de toneladas de cinzas vulcânicas e de dióxido de enxofre em direção à atmosfera, o que provocou o chamado ano sem verão, em 1816. Por conta das cinzas, que se espalharam em todo o planeta, refletindo a luz solar, as temperaturas caíram drasticamente.

Localizada no Círculo do Fogo do Pacífico, a Indonésia concentra boa parte da atividade vulcânica do planeta e tem a erupção da Krakatoa como uma das mais trágicas e destrutivas. Tudo começou com a primeira de uma série de erupções iniciada em 26 de agosto de 1883. A sucessão de explosões durou cerca de 22 horas e as pedras expelidas pelo vulcão chegaram a alcançar 22 km de altura. Além disso, foram gerados inúmeros tsunamis, nos oceanos Índico e Pacífico. Ao todo, foram 32 mil pessoas mortas, além de toda forma de vida vegetal e animal da ilha. O evento também provocou mudanças climáticas em decorrência da nuvem de poeira que alcançou a atmosfera. Estima-se que a temperatura global caiu 1 ºC por conta dos gazes e das partículas lançadas na atmosfera.

Mais conhecido pela ocorrência de 79 a.C., Vesúvio teve outras erupções, a última delas em 1944. No entanto, foi a de 79 a.C. que entrou para a história. Toda a população local, cerca de duas mil pessoas, morreu. Embora seja comum a ideia de que foi a lava que vitimou diretamente os habitantes, as mortes foram decorrentes do fluxo piroclástico, uma mistura de fragmentos de lava solidificada, cinzas vulcânicas e gases em alta temperatura que sai durante a erupção. Essa nuvem de partículas provocou a asfixia das pessoas; outras, provavelmente, foram mortas atingidas por pedras expelidas.

Originalmente com 1,8 mil metros de altura, o Monte Pinatubo, nas Filipinas, ficou com 1,4 mil metros após a explosão ocorrida em 9 de junho de 1991. Graças a uma comunicação prévia a respeito da iminência da erupção, os moradores do local puderam evacuar do local a tempo. Ainda assim, cerca de 800 pessoas morreram. Além disso, as cinzas e gases expelidos cobriram mais de 40% do planeta após a erupção. Alguns dos efeitos atmosféricos foram chuvas torrenciais nos EUA, inverno intenso na Nova Zelândia no ano seguinte, além de uma série de ciclones na ilha onde está Pinatubo.

Compartilhe