
A escalada do Monte Everest é uma viagem digna de aventureiros. Todos os anos, centenas de pessoas entram na jornada de alcançar o topo da montanha. Mas ao mesmo tempo que os visitantes voltam para suas casas cheios de histórias e glória, eles deixam para trás os germes humanos.
Um novo estudo publicado na revista Arctic, Antarctic, and Alpine Research mostrou que os alpinistas que enfrentam o Everest podem estar levando micróbios capazes de se esconderem e sobreviverem mesmo em ambientes muito gelados.
A melhor forma de se subir o ponto mais alto do mundo, 8849 metros acima do nível mar, é pelo colo sul da montanha, localizado no Nepal. É justamente nesse lado que os pesquisados encontraram os microrganismos, a maior parte deles, adormecidos. Eles podem ter chegado lá através do vento ou levados pelos humanos.
As amostras dos germes foram coletadas a cerca de 2200 metros de altura e a cerca de 170 metros de distância da onde os aventureiros costumam estabelecer seus acampamentos durante a subida. Os pesquisadores se surpreenderam por terem encontrado bactérias como Staphylococcus e Streptococcus, que estão mais acostumadas a locais quentes e úmidos, como nossas gargantas.
Há uma assinatura humana congelada no microbioma do Everest, mesmo naquela elevação. Se alguém assoar o nariz ou tossir, esse é o tipo de coisa que pode aparecer.
Para realizar o estudo, os pesquisadores fizeram coletas de materiais genéticos encontrados no solo para identificar os micróbios presentes no local. Outras pesquisas do tipo já haviam sido realizadas em lugares frios e altos como nos Andes, Antarctica e outros pontos do Himalaia. No entanto, apenas no Monte Everest foram encontrados evidências de microrganismos humanos.
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