Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Agência espacial russa pode estar chegando ao fim

Agência espacial russa pode estar chegando ao fim

A Roscosmos, da Rússia, se originou a partir do programa espacial soviético, concorrente da NASA durante a Corrida Espacial que durou entre 1955 e 1975. A agência já realizou diversas missões espaciais e construiu um legado impressionante, mas que agora, parece estar desmoronando sobre ele.

Os dias de glória da agência espacial russa parecem estar chegando ao fim à medida que sua nave espacial Soyuz vem falhando sucessivamente. A espaçonave era vista como um transporte efetivo e seguro que levava tanto astronautas da NASA quanto cosmonautas russo para a Estação Espacial Internacional (ISS). Mas a ocorrência de problemas que poderiam ter sido fatais levantam preocupações sobre o programa espacial da Rússia.

Nos últimos 4 meses a espaçonave da Roscosmos enfrentou problemas duas vezes. A primeira foi em dezembro de 2022, quando uma Soyuz que estava acoplada à ISS começou a vazar seu gás refrigerador. A ocorrência elevou as temperaturas do compartimento a níveis inseguros e no fim acabou sendo associada à colisão de um micrometeorito. 

Em fevereiro, outro incidente com o sistema de refrigeração de um foguete Soyuz fez com que uma nave perdesse sua pressurização. Mais um vez um micrometeorito teria atingido o lançador e acarretado no vazamento do refrigerador de um cargueiro Roscosmos Progress.

Apesar de que nenhum dos incidentes tenha deixado feridos, as falhas da Soyuz deixou dois russos e um americano presos na ISS. Isso porque eles voltariam para a Terra a bordo da espaçonave, mas o vazamento impediu que ela estivesse em boas condições para retornar.  Os tripulantes ficaram por lá até que outra Soyuz chegou à Estação Espacial, no final de fevereiro.

Segundo Anatoly Zak, criador do RussianSpaceWeb, dois meteoritos atingirem espaçonaves russas em menos de três meses de diferença um do outro parece muito improvável ou muita coincidência. De acordo com ele, as chances de isso acontecer são muito próximas a zero, ainda mais quando ambas afetaram os sistemas de resfriamento.

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