
Os veículos com a chamada chave presencial estão cada vez mais comuns. Neste sistema, também chamado de keyless, o motorista consegue fazer a ignição sem girar a chave. Basta que ela esteja dentro do carro e apertar o botão para ligar o automóvel. Também é possível trancar e destrancar estando com a chave apenas perto do veículo, sem apertar nada.
Porém, apesar de prática, a tecnologia também implica em problemas de segurança. Um exemplo disso veio à tona após as campanhas da Hyundai e da Kia, que viralizaram no TikTok divulgando os softwares antifurto das empresas. Porém, ladrões aproveitaram a campanha para postar vídeos na própria rede social demonstrando como esses sistemas de segurança poderiam ser burlados.
As montadoras precisaram lançar uma atualização para seu software, mas isso não foi o suficiente para conter a onda de roubos por meio da vulnerabilidade. Em Minneapolis (EUA), por exemplo, quase dois mil carros da Kia e da Hyundai foram roubados até meados de 2023.
Para roubar veículos keyless, criminosos violam os sistemas que são integrados à rede de comunicação dos carros, técnica que tem se tornado cada vez mais comum, como reportou a CBS.
Um dos principais métodos para burlar a segurança dos automóveis é chamado de “ataque ao barramento CAN”. O termo CAN — rede de área do controlador, na sigla em inglês — se refere ao sistema de comunicação de mensagens que conecta várias partes do veículo.
Como explicou Steve Lobello, proprietário da S&A Security à CBS, o CAN funciona como o “sistema nervoso do veículo” e permite, por exemplo, “excluir chaves e programar novas chaves”.
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