
A camada que fica entre o núcleo da Terra e o manto é o fundo antigo do oceano, bastante denso, que foi afundando durante milênios. Pelo menos é isso que indica uma nova pesquisa da Universidade do Alabama, cujo resultados foram publicados nesta terça-feira (5).
O assoalho oceânico provavelmente foi subduzido no subsolo quando as placas tectônicas começaram a mexer, por ser mais denso e devagar ele foi empurrado para baixo do resto do manto profundo, fazendo com que ele diminua as ondas sísmicas que chegam até a superfície e receba o nome de zona de velocidade ultra baixa, ou ULVZ.
Investigações sísmicas, como a nossa, fornecem a imagem de mais alta resolução da estrutura interior do nosso planeta, e estamos descobrindo que essa estrutura é muito mais complicada do que se pensava.
De acordo com a pesquisadora, o estudo esclarece sobre as conexões entre a estrutura rasa e profunda da Terra e os processos gerais que impulsionam o planeta. Os sinais sísmicos usados pelo estudo permitiram que toda região fosse mapeada, o que mostrou que ela é muito fina quando comparada às outras camadas.
O surgimento da zona de velocidade ultra baixa pode ser explicado por antigos assoalhos oceânicos que afundaram em regiões onde duas placas tectônicas se encontram e uma mergulhou sob a outra, nos locais conhecidos como zona de subducção.
Porções do fundo do oceano foram se acumulando entre o manto e o núcleo à medida que as placas tectônicas se moviam. A variabilidade e forma como ele foi distribuído explica as propriedades da ULVZ observadas na pesquisa e o motivo de elas serem como montanhas que variam entre 5 a 40 quilômetros.
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