Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de abril de 2023 · 2 min de leitura ·

Canibalismo cósmico: galáxia vaga solitária após devorar vizinhas

Canibalismo cósmico: galáxia vaga solitária após devorar vizinhas

Uma galáxia chamada 3C 297 flutua isolada no vazio do espaço, a cerca de 9,2 bilhões de anos-luz da Terra, mas nem sempre foi assim. Um estudo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal relata que essa solidão é fruto de suas próprias ações: ela simplesmente devorou as antigas companheiras.

Novas observações do Observatório de Raios-X Chandra ,da NASA, e do Observatório Internacional Gemini revelaram que 3C 297 tem quase todas as características de um aglomerado de galáxias. Quase, porque falta o principal: outras galáxias. 

Segundo o estudo liderado pela cientista Valentina Missaglia, da Universidade de Turim, na Itália, essas companheiras desaparecidas aparentemente se fundiram umas com as outras, sendo finalmente devoradas pela mais poderosa delas, com a maior atração gravitacional, que acabou se tornando um corpo solitário consideravelmente robusto.

Esperávamos ver pelo menos uma dúzia de galáxias do tamanho da Via Láctea, mas vemos apenas uma

A partir desta descoberta, 3C 297 passou a ser considerado um “grupo fóssil”, a fase final de uma fusão envolvendo várias galáxias que já fizeram parte de um aglomerado. E este é o grupo fóssil mais distante já descoberto. 

Diversos aspectos fizeram com que Valentina e sua equipe percebessem que 3C 297 se comporta como um grupo. Ele está envolto, por exemplo, em nuvens de gás escaldante a dezenas de milhões de graus de temperatura, o que não é a norma para uma galáxia solitária, mas algo comum para aglomerados.

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