Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de abril de 2023 · 2 min de leitura ·

Caminho para ilha paradisíaca vira ‘cemitério a céu aberto’

Caminho para ilha paradisíaca vira ‘cemitério a céu aberto'

Recifes de coral e laguna (um tipo de lago) pintam a paisagem da ilha de Mayotte, território francês no Oceano Índico a cerca de 350 km da ilha de Madagascar, na costa sudeste da África. Mas esse cenário paradisíaco virou “cemitério a céu aberto”.

É o que contou Daniel Gros, da ONG Human Rights League, em entrevista à BBC. Recentemente, pelo menos 34 pessoas morreram afogadas a caminho desta ilha, na laguna ao seu redor. Seus corpos foram encontrados na costa de Madagascar. E isso é comum por lá.

Apesar do número de mortos ser alto, Gros apontou que, provavelmente, está defasado. E a chance do total de vítimas fatais ser ainda maior é grande.

Quando cheguei, em 2012, autoridades costumavam dizer que estimava-se que cerca de dez mil pessoas haviam morrido ali [na laguna ao redor da ilha]. E hoje dão o mesmo número. Ninguém tentou sequer contar quantas pessoas podem ter morrido atravessando a laguna.

Mayotte, atualmente com 300 mil pessoas, é a parte mais pobre da França. Para você ter uma ideia, 42% dos moradores de lá vivem com menos de 160 euros (R$ 873,6, na cotação atual) por mês. Mas, em comparação às vizinhas Madagascar e Comores, é uma ilha “rica”.

O local tem ganhado espaço no noticiário por conta de rebeliões e distúrbios causados peloaumento na imigração, vinda, principalmente, de Comores. Isso, por sua vez, sobrecarrega os serviços públicos de Mayotte.

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