
Um voo transatlântico operado pela Virgin Atlantic, exclusivamente abastecido por um tipo de combustível de jato considerado “sustentável“, decolou do Aeroporto de Heathrow, em Londres, nesta semana. A viagem até Nova York, nos EUA, realizada pelo avião é um marco para a história da aviação comercial.
Apoiado financeiramente pelo governo do Reino Unido, esse voo representou um marco importante para a indústria da aviação e autoridades governamentais, simbolizando uma promessa de redução substancial nas emissões de carbono da aviação. Contudo, essa inovação tem sido recebida com um certo grau de ceticismo por parte de cientistas e organizações ambientais.
Historicamente, as companhias aéreas recorreram a misturas contendo no máximo 50% de combustíveis alternativos, conhecidos como combustíveis de aviação sustentável (SAF). O voo VS100, operando em condições especiais sem passageiros comerciais, utilizou um combustível produzido principalmente a partir de sebo e outros resíduos, segundo o jornal The Guardian.
Durante o voo, Mark Harper, Secretário de Transportes do Reino Unido, expressou otimismo, declarando: “Este voo movido 100% por SAF é uma prova concreta de que a descarbonização do transporte é possível, prometendo uma redução de até 70% nas emissões ao longo de seu ciclo de vida e pavimentando o caminho para futuras inovações.”
O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, também se manifestou, enaltecendo o voo como um avanço significativo para tornar as viagens aéreas mais “verdes” e para a descarbonização global.
Shai Weiss, CEO da Virgin Atlantic, também apontou o SAF como a solução definitiva para tornar a aviação de longa distância mais “verde”. Ele salientou a necessidade de mais investimentos e suporte regulatório para aumentar a produção desse tipo de combustível, destacando o voo 100 como um exemplo do compromisso da indústria com essas inovações.
Entre para comentar.