
Após uma batalha judicial que reverteu cerca de 1.200 demissões nas fábricas da General Motors no estado de São Paulo, a montadora inicia hoje um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com a meta de desligar um número semelhante de trabalhadores nessas unidades.
O PDV, em vigor até 12 de dezembro, foi acordado com os sindicatos das fábricas, que aprovaram o programa na última sexta-feira, agregando benefícios além das verbas rescisórias previstas em lei.
Para reverter as demissões nas fábricas de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes, os funcionários da GM ficaram em greve por 17 dias, suspendendo-a somente em 8 de novembro, após a montadora concordar em pagar os dias parados e oferecer licença remunerada para os demitidos.
Segundo o UOL Carros, os sindicatos revelaram que a General Motors visa desligar aproximadamente 840 dos 4.000 trabalhadores em São José dos Campos, 290 dos 4.300 funcionários em São Caetano do Sul e 95 dos 480 empregados em Mogi das Cruzes.
Apesar da aprovação do PDV pelos sindicatos, alguns líderes sindicais afirmam que essa não é uma solução definitiva para a preservação dos empregos.
O Sindicato é contra qualquer fechamento de postos de trabalho, mas o PDV já era uma pauta nossa como alternativa às demissões arbitrárias que chegaram a ser feitas pela GM. O PDV, entretanto, não coloca um ponto final na luta em defesa dos empregos. Estaremos atentos a qualquer movimentação da empresa no sentido de realizar novos cortes. Combatemos de forma permanente toda medida que seja prejudicial aos trabalhadores.
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