Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de abril de 2023 · 2 min de leitura ·

Sol artificial da China bate recorde de fusão nuclear

Sol artificial da China bate recorde de fusão nuclear

Na última quarta-feira (12), a China atingiu um novo marco no campo da fusão nuclear, com o Supercondutor Avançado Experimental Tokamak (EAST, na sigla em inglês), também chamado de Sol artificial.

Um plasma de fusão superquente foi gerado, sustentado e confinado por 403 segundos pelo reator, trazendo a energia de fusão em escala comercial um passo mais perto da realidade.

A conquista quebra o recorde anterior do reator de plasma de alto confinamento em estado estacionário, que foi estabelecido em 2017, em 101 segundos.

Localizado no Instituto de Física de Plasma da Academia Chinesa de Ciências, em Hefei, o dispositivo é referido como o Sol artificial da China por produzir energia de forma semelhante à que faz a nossa estrela. 

No caso do EAST, e de muitos outros reatores, dois átomos de hidrogênio são impulsionados juntos com tal força que se combinam em um único átomo de hélio maior, liberando enormes quantidades de energia durante o processo.

Ao contrário da fissão nuclear – a reação nuclear que é atualmente usada no setor de energia – a fusão não cria resíduos radioativos. Além disso, produz de três a quatro vezes mais energia e não libera dióxido de carbono na atmosfera, ao contrário da queima de combustíveis fósseis. 

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