
A Tesla, fabricante de veículos elétricos liderada por Elon Musk, enfrenta intensas críticas e controvérsias após concordar com o maior recall de sua história, envolvendo a atualização remota de 2 milhões de carros. A medida visa melhorar a atenção do motorista ao usar o Autopilot, especialmente em estradas com tráfego cruzado e outros perigos não detectados pela tecnologia de assistência ao motorista.
No entanto, especialistas e legisladores estão questionando a eficácia dessa iniciativa, argumentando que as novas advertências não abordam a falha fundamental do Autopilot: a ausência de restrições quanto aos locais onde os motoristas podem ativá-lo.
Matthew Wansley, professor na Cardozo School of Law em Nova York, especializado em tecnologias automotivas emergentes, expressou sua insatisfação em entrevista ao The Washington Post. “Que oportunidade perdida. Não vi a Tesla, ou qualquer defensor da Tesla, apresentar um argumento convincente sobre por que deveríamos permitir que as pessoas usem [Autopilot] em estradas com tráfego cruzado. Isso é como muitos desses acidentes estão acontecendo”.
O senador Richard Blumenthal (D-Conn.), crítico frequente da Tesla, também considerou a medida insuficiente, destacando que novos avisos não corrigem a falta de restrições iniciais na ativação do Autopilot.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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