
O mercado brasileiro de carros elétricos enfrentou uma verdadeira revolução com a chegada de marcas chinesas. Com preços mais atraentes (a partir de R$ 150 mil) e veículos com maior autonomia, além de muita tecnologia embarcada, os chineses já representam 35% do total de elétricos importados no país. E a expectativa é que este domínio seja ampliado em 2024.
Eram 0,4% (dos importados) em 2021 e 8% no ano passado. Este ano, o percentual de importados da China deve chegar a 35%, o que significa que um terço dos carros eletrificados do país é comprado dos chineses. Com o início da produção nacional da BYD e da GWM, o impacto será ainda maior.
Segundo a Associação Brasileira de Veículo Elétrico (ABVE), Toyota e Caoa já produzem aqui e têm fatia relevante das vendas. Mas, na importação, até novembro, são 36% de importados chineses.
Uma projeção feita pela Bright Consulting mostra que até 2030, os veículos eletrificados (híbridos e plug in) representarão 10% da frota brasileira, mesmo com a volta do Imposto de Importação sobre elétricos (que subirá gradativamente a partir de janeiro, quando começa em 12%, chegando a 35% em julho de 2026).
Atualmente, esses veículos representam cerca de 0,5% da frota nacional. E os chineses terão impacto grande neste salto.
Os veículos chineses eletrificados atualmente já oferecem autonomia de mais de 200km. Há alguns anos, ela era de apenas 40km, 50km. Com margens mais reduzidas para ganhar mercado, a BYD, por exemplo, trouxe ao Brasil o Dolphin, com preço a partir de R$ 150 mil e autonomia anunciada de 291km.
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