
De acordo com novos detalhes da investigação sobre a colisão entre dois aviões no aeroporto de Tóquio, no Japão, os pilotos da aeronave levaram algum tempo até perceber o incêndio que resultou em uma explosão instantânea e uma bola de fogo na pista. Segundo informações da AFP, eles só notaram o fogo após aviso dos tripulantes.
Conforme atualizações divulgadas nesta quinta-feira (4), os pilotos estavam, no entanto, sem comunicação interna e, por isso, não souberam do incêndio ou puderam autorizar o uso da saída de emergência adicional (a única que não havia sido afetada pelo fogo). Conforme treinamento, os comissários então usaram a porta sem a permissão em caráter de emergência.
Além da falha da comunicação, foi observado também que os semáforos da pista estavam quebrados, o que pode ter prejudicado a visão dos pilotos no que diz respeito a colisão.
Segundo boletim de reguladores dos Estados Unidos sobre o aeroporto de Haneda feito antes do acidente, há uma faixa inteira de semáforos da pista fora de serviço, mas havia um aviso aos pilotos sobre a falha.
A Guarda Costeira disse que o piloto da aeronave — o único sobrevivente e internado em estado grave — recebeu permissão para taxiar na pista. Transcrições das comunicações dos controladores de tráfego aéreo divulgadas pela imprensa, no entanto, apontaram que o comando orientava permanência em parte diferente da do avião da Japan Airlines, que também tinha o aval para pousar.
Conforme nota da JAL, a evacuação completa do avião levou 18 minutos, com o piloto sendo o último a sair. Logo depois, o avião foi engolido pelo fogo.
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