
Na segunda-feira (1º), grupos ambientalistas abriram um processo contra a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) por causa do lançamento do megafoguete Starship feito pela SpaceX no mês passado.
O complexo veicular de 120 metros formado pelo propulsor Super Heavy e a espaçonave que dá nome ao conjunto subiu 35 quilômetros de altura antes de acionar o procedimento de autodestruição e explodir sobre o Golfo do México, em 20 de abril.
Um advogado do Centro de Diversidade Biológica, um dos demandantes, disse que os grupos estão processando o órgão por não considerar totalmente os impactos ambientais dos lançamentos da Starship em Boca Chica, no sul do Texas. Eles solicitam ao tribunal que retire a licença de cinco anos que a FAA concedeu à SpaceX.
De acordo com a agência Associated Press, a FAA se recusou a falar sobre o assunto, alegando que não comenta litígios em andamento. A agência está supervisionando a investigação do acidente e ordenou que todas as Starships da SpaceX permaneçam em solo até que se tenha certeza de que a segurança pública não será comprometida.
No último fim de semana, o cofundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, disse que a empresa poderia estar pronta para lançar a próxima Starship em seis a oito semanas com o aval da FAA.
Embora alguns danos tenham sido causados às instalações da empresa, como uma cratera que se abriu no momento da ignição dos 33 motores raptor na decolagem, nenhum ferido ou prejuízo significativo à propriedade pública foi relatado.
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