
A Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos (FAA) recomendou que todas as companhias aéreas que utilizam aviões Boeing 737-900ER inspecionem as portas de saída de emergência das aeronaves. O modelo tem o mesmo design de plugue de porta do jato 737 MAX 9 da Alaska Airlines que perdeu o painel em pleno voo no dia 5 de janeiro.
Embora o 737-900ER não faça parte da linha MAX da Boeing, a FAA recomendou as inspeções como um passo “adicional de segurança”. A empresa entregou 505 unidades da aeronave para companhias como Alaska Airlines, United Airlines, Delta Air Lines e Lion Air, da Indonésia. As informações são da CNN.
Após o episódio, uma investigação foi aberta e uma inspeção dos 171 aviões do modelo ao redor do mundo foi exigida pela mesma FAA. Foi então que a Alaska Airlines e a United Airlines encontraram peças e parafusos soltos em portas de emergência desativadas em aviões Boeing 737 Max 9.
A United Airlines relatou problemas na instalação do tampão da porta, como parafusos soltos, enquanto a Alaska Airlines confirmou a existência de peças soltas e garantiu que as aeronaves não voltarão ao serviço até que as inspeções sejam concluídas e as correções feitas.
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também suspendeu os voos com aviões do Boeing modelo 737 Max 9. Por aqui, o modelo é operado pela Copa Airlines, em voos internacionais com chegada e partida no Aeroporto de Guarulhos (SP).
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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