
Um avião caiu em Itapeva (MG) no domingo (28). E um dos vídeos gravados por quem estava por perto mostra “chuva” de destroços da aeronave no acidente, no qual sete pessoas morreram. Testemunhas relataram ao Corpo de Bombeiros que o avião se desintegrou no ar. Mas será que isso é possível?
O Olhar Digital fez esse questionamento a Maurizio Spinelli, piloto especialista em segurança de voo. Ele também falou sobre as circunstâncias e frequência com que esse tipo de acidente ocorre.
Queda de avião em Itapeva (MG) na manhã de domingo (28). pic.twitter.com/QMeO0OvM87
Segundo o piloto, aviões realmente podem se desintegrar em pleno voo. E, segundo Spinelli, existe uma série de circunstâncias para que isso aconteça. Em suma: ausência de reforço estrutural, velocidade excessiva e entrada em condições meteorológicas adversas
A maioria [das circunstâncias] está ligada ao reforço estrutural na parte das asas. Muitas aeronaves, apesar de voarem muito rápido, não necessariamente têm esse reforço. Quando [a tripulação] não observa questões de velocidade e entrada em massas [de ar] nebulosas – por exemplo: nuvens Cumulonimbus – pode acontecer uma tragédia como essa em Minas Gerais.
Em relação à frequência com que esse tipo de acidente ocorre, o piloto disse: “Não é efetivamente tão comum. Não vemos [esse tipo de acidente ocorrer] toda hora. Mas, infelizmente, é possível que aconteça dentro dessas circunstâncias.”
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