
Em Marte, você não pode julgar um “livro de pedra” pela capa. É que o rover Curiosity, da NASA, encontrou um enquanto perambulava pelo planeta vermelho, durante o 3.800º dia marciano da sua missão de longa duração.
Assim como bibliotecários, geólogos precisam ler cuidadosamente pistas ao redor desse “livro”. A estranha forma das rochas de Marte – como esta encontrada pelo Curiosity – geralmente se deve ao gotejamento de água na área há bilhões de anos, quando o planeta vermelho era muito mais úmido. É o que explicaram funcionários da NASA.
Agora, o planeta está muito mais seco e castigado por ventos. “Depois de eras sendo sopradas pelo vento, a rocha mais ‘macia’ é esculpida e materiais mais duros são tudo o que resta”, disseram funcionários do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da NASA, localizado no sul da Califórnia (EUA). É esse laboratório que gerencia a missão do Curiosity.
O Curiosity tem explorado a Cratera Gale de Marte desde agosto de 2012. Suas voltas por lá levaram a resultados importantes, publicados em artigos científicos. Entre eles, estão: descoberta de água líquida num “Marte ancestral”, evidências de vida antiga (por meio de matéria orgânica) e exames de radiação na superfície, de acordo com o JPL.
Uma missão sucessora, Perseverance, está trabalhando na área da Cratera Jezero do planeta vermelhando. Tudo que encontra fica armazenado em tubos de amostras, que serão analisados quando retornar à Terra.
Espera-se que essa devolução de amostras aumente no final da década de 2020. Isso porque devem rolar lançamentos de um conjunto de espaçonaves de retransmissão e alguns mini-helicópteros.
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