
Um novo estudo que modelou a geologia abaixo da superfície de Nova York, nos EUA, em comparação com dados de satélite revelou que a cidade está afundando. A pesquisa foi publicada este mês na revista Earth’s Future e aponta o que está levando a essa situação.
Tecnicamente chamado de subsidência, esse assentamento gradual ou afundamento repentino da superfície da Terra ocorre quando sedimentos macios se deslocam ou cargas que sobrecarregam o solo o empurram para baixo. As causas são muitas, mas o peso das próprias cidades raramente é estudado.
Nova York está afundando a uma taxa de 1 a 2 milímetros por ano, segundo o estudo, sob o peso de seus imensos edifícios, também chamados de arranha-céus. Isso pode não parecer muito, mas algumas partes da cidade estão diminuindo muito mais rápido, em paridade com as taxas mais rápidas observadas em que as placas tectônicas se recuperam quando as geleiras derretem.
Essa deformação pode significar problemas para a cidade baixa que abriga mais de 8,4 milhões de pessoas. Dessa forma, as descobertas devem encorajar mais esforços para desenvolver estratégias de mitigação para combater o crescente risco de inundações e o aumento do nível do mar.
“O objetivo do artigo é aumentar a conscientização de que cada arranha-céu adicional construído em ambientes costeiros, fluviais ou à beira do lago pode contribuir para o risco futuro de inundações”, diz o geólogo Tom Parsons, do Serviço Geológico dos EUA, que assina o artigo junto a pesquisadores da Universidade de Rhode Island.
Uma pesquisa publicada em 2020 na revista Nature estima que todas construções e criações humanas estão perto de ou já superaram o peso seco de cada ser vivo na Terra. Edifícios e estradas pesam mais do que todas as árvores e arbustos juntos, e os plásticos representam o dobro do peso dos animais.
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