
Os nabateus foram um antigo povo, ancestral dos árabes, que habitou a região que ia do Rio Eufrates até o Mar Vermelho. A capital do reino, Petra, na atual Jordânia, é famosa por ser esculpida na pedra, mas tão importante quanto ela, também existe Hegra, na Arábia Saudita, que foi habitada por séculos, mas só passou a receber visitas alguns anos atrás.
Hegra também é conhecida como al-Hijr ou Mada’in Saleh e foi o primeiro lugar da Arábia Saudita a ser considerado Patrimônio Material pela UNESCO. Foi construída em 1000 a.C e habitada até o século 12.
A antiga cidade era um posto avançado do reino nabateu e possuía uma necrópole impressionante onde os túmulos são esculpidos no arenito em meio a paisagem desértica, no total são conhecidos 115 deles, sendo o mais famoso o Qasr al-Farid, com cerca de 22 metros de altura.
As visitas ao local se tornaram acessíveis apenas a partir de 2019, quando a Arábia Saudita passou a emitir vistos de turismo e passou a investir na área, principalmente na cidade de AlUla, um oásis próximo a Hegra, que se tornou um centro de artes, cultura e turismo.
O interior dos túmulos são abertos para visitação um de cada vez, rotacionalmente, para que eles não sofram com intenso tráfego de pessoas. No entanto, do lado de fora eles são muito mais intrincados e interessantes. Nos batentes de entrada é possível ver os nomes das pessoas enterradas ali, além de contar com imagens de fênix, águias e cobras e fornecer detalhes das viagens dos nabateus.
Atualmente, a Jordânia está mais focada em preservar Petra, e com isso controlar o turismo excessivo. Dessa forma, Hegra pode estar tendo a oportunidade de atrair ainda mais visitantes. Além disso, de acordo com David Graf, especialista em História do Oriente Médio, em resposta a CNN, muitos dos arqueólogos que trabalhavam na capital nabateia estão se mudando para Arábia Saudita. O que significa que novas descobertas podem ser feitas nos próximos anos.
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