
As aranhas teia-de-funil se originaram na Austrália e são uma das mais venenosas do mundo. Agora um novo estudo aponta que o veneno desses animais podem variar dependendo do humor delas.
Na pesquisa publicada na revista PLOS ONE, os pesquisadores analisaram a forma com que as teia-de-funil produzem seu veneno, ao mesmo tempo que tentavam entender a relação de alguns fatores, como frequência cardíaca e comportamento da aranha, na proporção das toxinas presentes.
Entender essa produção da toxina é importante, já que ela pode ser aplicada em pesticidas naturais, produtos farmacêuticos e na produção do antídoto contra sua própria picada. Assim saber como esses animais produzem o veneno pode ajudar na hora da ordenha e no melhor aproveitamento da coleta.
As teias de funil têm os venenos mais complexos do mundo natural e são valorizadas pela terapêutica e bioinseticidas naturais que estão potencialmente ocultos em suas moléculas de veneno. Saber mais sobre como eles são produzidos é um passo para liberar esse potencial.
Muitos estudos foram realizados para entender o veneno das teias-de-funil visto que ele só é mortal para insetos e primatas. Mesmo que os pesquisadores já tenham observado a complexidade da toxina, eles nunca consideraram o comportamento, o estado físico e o ambiente das aranhas.
Enquanto esses comportamentos eram observados, a frequência cardíaca das aranhas também era monitorada, a fim de conseguir um valor aproximado da taxa metabólica. No final, o veneno foi coletado e analisado.
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