
Um artigo publicado na revista Nature desafia o senso comum sobre a origem do ser humano. O novo estudo contraria a teoria mais aceita, difundida há muitos anos, de que o Homo sapiens teria surgido a partir de uma única população ancestral no leste ou no sul da África.
Com um poderoso modelo computadorizado e análise de dados genéticos, cientistas do Canadá e dos EUA sugerem que a humanidade descende, na verdade, de diversos grupos primitivos espalhados pelo território africano.
Especificamente, a equipe liderada pela antropóloga Brenna Henn, professora da Universidade da Califórnia em Davis, aponta duas populações distintas que coexistiram paralelamente durante cerca de um milhão de anos antes de se misturar pelo continente.
“Não sabemos onde eles moravam, mas estavam suficientemente distantes uns dos outros para que ocorressem pequenas diferenças genéticas entre os grupos”, afirmou a pesquisadora à BBC News Mundo.
É fato que nossos ancestrais surgiram na África há pelo menos 300 mil anos, já que essa é a idade estimada do fóssil mais antigo associado ao ser humano moderno já encontrado. No entanto, como não existem muitos desses fósseis datando desse período inicial da nossa história evolutiva, é muito difícil fazer análises conclusivas.
Além disso, a distribuição geográfica dos restos mortais confunde o entendimento sobre como as espécies surgiram e se espalharam pelo continente africano antes de se alastrar pelo mundo.
Entre para comentar.