
A composição química de uma estrela estranha encontrada na nossa galáxia – a Via Láctea – representa a primeira evidência das mortes violentas dos primeiros astros do universo, relata um novo estudo, publicado nesta quarta-feira (07) na revista científica Nature.
As primeiras estrelas do universo nasceram cerca de 100 milhões a 250 milhões de anos após o Big Bang, que ocorreu há cerca de 13,8 bilhões de anos. Mas os cientistas ainda não sabem como a massa dessa primeira geração foi distribuída.
A modelagem de estrelas no início do universo indica que alguns desses corpos estelares podem ter massas equivalentes a centenas de sóis.
Estrelas massivas terminam suas vidas com gigantescas explosões cósmicas chamadas supernovas. Mas corpos estelares com massas entre 140 e 260 vezes a do Sol naquela época teriam terminado suas vidas em explosões de supernova diferentes daquelas tipicamente vistas no universo posterior (conhecido como Tipo II e supernovas do tipo Ia), disseram os membros da equipe de estudo.
Essas explosões únicas são chamadas de supernovas de instabilidade de pares (PISNe).
Todas as supernovas espalham elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio, que os astrônomos chamam de metais, por todo o universo. Os metais são sintetizados nos núcleos de estrelas gigantes e são incorporados na próxima geração de corpos estelares.
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