
O mercado automotivo americano é sinônimo de oferta de preços mais baixos. Veículos que são “ostentação” por aqui, costumam aparecer nos Estados Unidos por uma fração do valor praticado no Brasil. Um dos exemplos é o Mustang, um dos esportivos mais tradicionais da Ford.
O preço de partida de um Mustang 2024 de entrada nos EUA (motor 2.3 turbo) parte atualmente de US$ 30.920, segundo a página oficial da Ford.
Considerando a média de salário mínimo de US$ 1.276 no país, um Mustang custa em média 24 meses de trabalho.
O comparativo de valores entre carros vendidos no exterior e no Brasil normalmente vão apresentar disparidades. O motivo principal é um velho conhecido, a alta carga de impostos e taxas. No caso do Mustang, por exemplo, incide o imposto de 35% referente a importação (a Ford não fabrica mais veículos no Brasil desde janeiro de 2021).
Mesmo sobre um carro fabricado no Brasil, incidem o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Além disso, o motorista deve pagar anualmente o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e licenciamento.
Parte desses tributos, inclusive, incidem de uma maneira que os economistas chamam de cascata, ou seja, são cobrados em todas as fases da cadeia de produção e distribuição dos veículos. Isso significa que um mesmo imposto pode ser cobrado em duas ou mais etapas, desde a confecção das autopeças, montagem do veículo, transporte e na venda no varejo, na concessionária.
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