
Um artigo potencialmente polêmico, publicado este mês na revista Classical and Quantum Gravity, propõe que a expansão do Universo pode ser apenas uma ilusão. A nova abordagem também sugere soluções para os enigmas da energia escura e da matéria escura, que representam 95% da composição do cosmos – e que ninguém sabe o que realmente são.
Liderado pelo cientista Lucas Lombriser, professor de física teórica da Universidade de Genebra, na Suíça, o estudo pode revolucionar os conceitos astrofísicos mais aceitos sobre a evolução do Universo.
Os primeiros indícios de uma possível expansão do Universo só foram possíveis graças às descobertas do astrônomo norte-americano Edwin Hubble (que foi posteriormente homenageado com seu nome em um dos mais famosos telescópios espaciais da NASA).
E isso vem sendo comprovado por diversos estudos, que consideram o chamado “redshift” (desvio para o vermelho) como indicador dessa expansão. Esse desvio trata-se do alongamento do comprimento de onda da luz em direção ao extremo mais vermelho do espectro à medida que o objeto que a emite se afasta da Terra.
Galáxias distantes têm um desvio para o vermelho maior do que aquelas mais próximas daqui, o que significa que essas galáxias estão se movendo para cada vez mais longe do nosso planeta.
Mais recentemente, pesquisadores encontraram evidências de que a expansão do Universo não é fixa, mas, na verdade, está acelerando cada vez mais. Essa expansão acelerada é capturada por um termo conhecido como constante cosmológica, ou lambda.
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