
Nesta terça-feira (20), por volta da 1h10 da manhã (pelo horário de Brasília), o Sol sofreu uma erupção solar que se enquadra na classe mais violenta que existe, causando um apagão de rádio temporário em boa parte do continente americano.
No auge dos ciclos solares, o astro tem uma série de manchas em sua superfície, que representam concentrações de energia. À medida que as linhas magnéticas se emaranham nas manchas solares, elas podem “estalar” e gerar rajadas de energia.
De acordo com a NASA, essas rajadas são explosões massivas do Sol que disparam partículas carregadas de radiação para fora da estrela. Os clarões (sinalizadores) são classificados em um sistema de letras pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X que elas liberam, com cada nível tendo 10 vezes a intensidade do último.
Essas erupções enviam partículas carregadas de radiação solar à incrível velocidade de 1,6 milhão de km/h, podendo atingir até mais nos casos de sinalizadores de maior classificação. Normalmente, levam alguns dias para chegar à Terra, quando direcionadas para o nosso planeta.
Elas podem afetar as comunicações de rádio de alta frequência (HF), redes de energia elétrica, sinais de navegação e representar riscos para espaçonaves e astronautas.
Segundo divulgado pela agência no Twitter, o evento de terça-feira se classifica como uma erupção X.1. A explosão foi registrada pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA, que observa o Sol constantemente desde 2010.
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