
No centro da Via Láctea existe um buraco negro supermassivo conhecido como Sagittarius A*. Sua última explosão foi em 1820, e se tivéssemos telescópios poderosos como hoje, 200 anos depois, poderíamos tê-la avistado. No entanto, graças aos ecos de raio-X deixados para trás podemos ouvir como ela foi.
A explosão foi detectada graças a observação das nuvens moleculares em torno do buraco negro, já que os raios-x emitidos por elas são reflexos do brilho da explosão. Os pesquisadores estimam que ela tenha tão brilhantes que equivale à energia liberada pelo Sol ao longo de 820 mil anos, mas em Sagittarius A*, ela foi liberada em apenas 1 ano.
A reflexão de raios-X de Sgr A* por gás denso na região do Centro Galáctico oferece um meio de estudar sua atividade de explosão passada em escalas de tempo de centenas e milhares de anos.
Além disso, as formas contínuas dos raios-x e a forte linha do ferro fluorescente observadas nas nuvens moleculares consiste com o cenário de reflexão, e se isso for correto a emissão contínua dos raios-x deve ser polarizada.
A luz e as ondas do espectro eletromagnético são polarizadas quando são forçadas a oscilar por um plano perpendicular à direção do seu movimento. As lentes polarizadas funcionam dessa forma, permitindo que a luz passe apenas em certos planos e bloqueiam os restantes, tornando-as úteis para observar a emissão de raios-x durante explosões.
Além disso, a polarização também indica o ângulo específico da luz polarizada e aponta diretamente para a fonte. No caso das nuvens moleculares, a luz aponta para o Sagittarius A*.
Entre para comentar.