
Uma supernova explodiu nas redondezas enquanto o Sol e o Sistema Solar ainda estavam se formando. É o que apontam as proporções de isótopos encontradas em meteoritos. Mas, o que teria protegido da destruição absoluta aquele que viria a se tornar o nosso bairro cósmico?
De acordo com um estudo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters novos cálculos indicam que um filamento de gás molecular, atuando como casulo de nascimento do Sistema Solar, ajudou na captura dos isótopos encontrados nos meteoritos, ao mesmo tempo em que servia de barreira, protegendo seu interior da explosão de supernova próxima.
Meteoritos primitivos preservam informações sobre as condições de nascimento do Sol e dos planetas. Os componentes desses detritos espaciais mostram uma concentração não homogênea de um isótopo radioativo de alumínio. Essa variação sugere que uma quantidade adicional do alumínio radioativo foi introduzida logo após o Sistema Solar começar a se formar.
E uma explosão de supernova próxima é a explicação mais plausível para essa injeção de novos isótopos radioativos. Ocorre que uma supernova que estivesse perto o bastante para fornecer a quantidade de isótopos vistos em meteoritos também teria criado uma onda de explosão forte o suficiente para aniquilar o recém-nascido Sistema Solar.
Uma equipe liderada por Doris Arzoumanian, do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), propôs uma nova explicação para tudo isso.
Segundo os pesquisadores, as estrelas se formam em grandes grupos chamados aglomerados dentro de nuvens gigantes de gás molecular. Essas nuvens moleculares são filamentares.
Entre para comentar.