
Há alguns meses, ganhou destaque (e até uma certa força) nas redes sociais o tal “Movimento Red Pill”, uma iniciativa de cunho totalmente misógino que reverbera infâmias machistas sobre as relações entre homens e mulheres.
Alguns dos clichês usados pelos defensores dessas ideias que beiram o absurdo é que, na pré-história, “os homens saíam para caçar, enquanto as mulheres ficavam em casa”. Ao que parece, esse não poderá mais ser um dos argumentos usados por essas pessoas para determinar quais comportamentos e atribuições são exclusiva e instintivamente masculinas e quais são… “coisas de mulherzinha”.
Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista PLOS One revela que ambos os sexos têm sido igualmente adeptos da caça em civilizações de caçadores-coletores, como os Homo sapiens.
A pesquisa é conduzida por uma equipe internacional de cientistas que chegou a essa conclusão após examinar dados de dezenas de artigos acadêmicos, publicados nos últimos 100 anos, que se concentraram em 63 sociedades de caçadores-coletores e túmulos de mulheres caçadoras de todo o mundo.
“Estávamos lendo artigos escritos por pessoas que conviveram com esses grupos e estudaram seu comportamento”, disse a coautora do estudo, Cara Wall-Scheffler, professora e copresidente de biologia da Seattle Pacific University, em entrevista ao site Live Science.
Das comunidades avaliadas, 79% continham mulheres que eram caçadoras – e que se mantiveram na função mesmo depois de se tornarem mães.
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