
A Polícia Científica de Pernambuco está utilizando um novo tablet equipado com tecnologia turca que permite a identificação precisa de vestígios não visíveis a olho nu deixados por criminosos. Esse é o primeiro equipamento do tipo utilizado na região Nordeste do Brasil.
Jeyzon Valeriano, diretor do Laboratório de Genética Forense de Pernambuco, destaca que isso facilita a coleta de elementos da cena do crime, como DNA e marcas de disparos de arma de fogo.
O tablet forense multiespectral permite visualizar o local exato de manchas de sangue, sêmen, urina, saliva e outros vestígios que não estejam visíveis, que estão encobertos, ocultos. Isso não se restringe apenas a vestígios biológicos. Ele também pode ser usado para vestígios não biológicos e na documentoscopia, para identificação de falsidade de documentos, e na balística.
Valeriano também ressalta que o equipamento traz praticidade para as perícias, pois é compacto e pode ser transportado para qualquer local, além de oferecer maior precisão nos procedimentos.
Após a identificação dos vestígios, as evidências são enviadas para análise e, posteriormente, passam pelo teste de comprovação.
Antes da utilização do tablet, era comum realizar coletas “às cegas”, onde a presença do vestígio era indicada de forma presumida e por inferência. Isso gerava o risco de interpretações equivocadas, como confundir lama com sangue ou vice-versa, por exemplo.
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