
Carros elétricos são caros por conta das suas baterias. Pelo menos, em partes. Mas esse componente pode ser um recurso valioso para o fornecimento de energia em cidades. E fabricantes como BMW, Ford e General Motors (GM) têm mirado justamente nesse potencial.
As empresas exploram como baterias de carros elétricos poderiam ser usadas para armazenar excesso de energia renovável. A ideia seria ajudar concessionárias a lidar com flutuações na oferta e demanda de energia.
Em suma, seria assim: as fabricantes de veículos ganhariam dinheiro ao servirem de ponte entre quem tem carro elétrico e concessionárias fornecedoras de energia.
Milhões de carros elétricos poderiam formar um grande sistema de energia que, pela primeira vez, seria conectado a outro sistema de energia enorme: a rede elétrica. É o que explicou Matthias Preindl, professor na Universidade Columbia, em entrevista ao New York Times.
Este cenário não é inteiramente hipotético. Na Europa, por exemplo, existe a Mobility House, empresa cujos investidores incluem Renault e Mercedes-Benz. A companhia atua no mercado de energia europeu, no qual investidores e concessionárias compram e vendem eletricidade.
A Mobility House compra energia em fases de abundância de energia solar e eólica (quando ela fica barata). Então, armazena essa energia em seu sistema de veículos elétricos, conectados em toda Europa.
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