Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

Pedra do Sol asteca revela como e quando será o fim do mundo

Pedra do Sol asteca revela como e quando será o fim do mundo

Se tem uma coisa que com certeza você sabe sobre os mitos clássicos do apocalipse mesoamericano é esta: que, segundo os maias, o mundo acabaria em 2012. Passados mais de dez anos do prazo, nada aconteceu. Então, eles estavam errados? Não. Na verdade, de acordo com os arqueólogos, o calendário maia nunca conteve essa informação, e aquela civilização sequer tinha alguma crença sobre o fim do mundo.

No entanto, o mesmo não se pode dizer sobre o Império Asteca. Um dos símbolos mais famosos e importantes daquele povo sugere não apenas o que eles esperavam para o fim do mundo, mas também como pretendiam evitá-lo.

Entre as medidas de precaução estava, até mesmo, o sacrifício de vidas humanas em oferenda em troca do adiamento do apocalipse por mais tempo. Pelo menos, foi como Susan Milbrath, curadora de arte e arqueologia latino-americana do Museu de História Natural da Flórida, interpretou ao examinar a gigantesca relíquia conhecida como Pedra do Sol. 

Trata-se de um calendário circular de rocha basáltica de 24 toneladas que, segundo Susan, vem sendo mal compreendido há séculos.

Especialistas sempre entenderam que a imagem central na estrutura representava Tonatiuh, a divindade solar asteca. Em um artigo publicado em 2017, Susan propôs que a figura não retratava simplesmente o rosto do deus devorador de coração, mas também ele morrendo durante um eclipse – um evento que aquela civilização acreditava ser apocalíptico.

Desenhos muito bem feitos em metal posicionados ao redor da divindade mostram cenas como: garras segurando corações humanos, aludindo a um monstro eclipse; um círculo de sinais simbolizando o calendário de 260 dias usado pelo sacerdócio para prever eventos; e serpentes de fogo, representando uma constelação intimamente associada ao Sol na estação seca.

Compartilhe