
Quem circula por uma cidade como São Paulo sabe que não existe mais horário de pico no trânsito. Tirando a madrugada, você pode sair em qualquer hora do dia e vai encontrar congestionamento de carros.
Essa concentração de veículos na imensidão de asfalto deixa a qualidade do ar sofrível. Some isso a uns dias sem chover e pronto: você consegue enxergar aquela camada cinza no céu. E a poluição ataca rinite, te faz espirrar, nariz escorrer e a garganta secar.
Quem não mora em São Paulo pode até achar que estou exagerando, mas passa um mês aqui para ver se não é verdade. E olha que adoro a minha cidade, não troco ela por nada. Mas não dá para fingir que esses problemas não existem.
Em maior ou em menor proporção, essa é a realidade de vários locais no mundo. E os especialistas discutem há bastante tempo uma alternativa para enfrentar esses desafios da modernidade.
Veículos elétricos? Investimento em transporte público de qualidade? Tirar os caminhões do centro expandido? Aumentar o número de bolsões verdes? Retomar a inspeção veicular obrigatória?
Todas essas ideias têm o seu valor. Uma delas, no entanto, me chamou a atenção. Principalmente pelo seu relativo baixo custo. Um estudo realizado na Suíça apontou que as bicicletas elétricas podem ter um papel central na tentativa de desafogar as grandes cidades.
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