Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 16 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

Brasil não precisa de transição urgente para carros elétricos, opina professora da USP

Brasil não precisa de transição urgente para carros elétricos, opina professora da USP

Eis um texto que pode alimentar discussões acaloradas. Por isso vou tentar deixar tudo explicado. E, antes de começar, destaco que sou um defensor dos EVs. Apesar de nunca ter dirigido um, adoro a ideia de estar num veículo silencioso, sem o barulho forte do motor. Mas voltemos.

A professora Adriana Marotti de Melo, da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP, coordena um negócio chamado Mobilab. É o Laboratório de Estratégias Integradas da Indústria da Mobilidade, da Universidade de São Paulo. Ou seja, ela é uma especialista no assunto.

Pediram recentemente à professora que opinasse sobre o mercado de elétricos aqui no Brasil. Algo que parece engatinhar ainda, apesar do crescimento nas vendas da BYD nos primeiros meses deste ano.

Estamos muito atrás da China, por exemplo, que aposta na substituição dos veículos a combustão pelos elétricos puros – e eles estão bem adiantados nesse processo. Alguns países europeus seguem pelo mesmo caminho. Já os Estados Unidos abraçaram uma transição mais lenta, apoiada ainda por muitos modelos híbridos.

O Brasil? Bem, o Brasil engatinha, como já disse. Agora, segundo a professora, isso não é um problema necessariamente. Não deveria nem ser uma preocupação hoje em dia. Ela explica que nós poluímos menos que todos os outros citados acima. Isso mesmo se eles implantarem os veículos elétricos.

Sim, pode reler a última frase do último parágrafo. Você pode estar se indagando: mas como um veículo elétrico, que não solta fumaça, polui mais que um carro nosso aqui do Brasil, que solta?

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