
O fascinante de ser jornalista é embarcar em alguns temas que nunca imaginei estudar. De repente, estava eu buscando artigos científicos de engenharia no Google Acadêmicos. Tudo isso para tentar traduzir melhor o atual cenário da tecnologia no setor automotivo. A pergunta é: o futuro será elétrico?
Quando comecei minhas pesquisas, tinha certeza que sim. E isso sem mantém – em partes. Minhas dúvidas giravam e ainda giram mais em torno dos caminhos que seriam feitos para permitir esse avanço. E quando digo avanço, é na parte mais científica da coisa. Um motor elétrico é como um interruptor de luz. Não tem um “aquecimento”. Você pisa no acelerador e ele vai. Ele responde rápido mesmo sem grandes potências.
O aproveitamento energético é muito maior. Praticamente toda a energia que entra no motor é aproveitada. Por outro lado, um motor a combustão muito eficiente chega de 30% a 40% de aproveitamento. É muito pouco.
Existe ainda um outro fator determinante para o investimento nos elétricos. Quem me chamou atenção para esse ponto foi o professor Fernando Pinto, diretor de tecnologia e inovação da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):
A enorme vantagem do elétrico não é quase mencionada. Diz respeito ao controle do veículo. É mais fácil controlar autonomamente o carro com motor elétrico do que o com motor a combustão. Por esta razão, acredito, teremos um progressivo aumento do uso de elétricos.
Ou seja, se queremos evoluir para a direção autônoma, a eletrificação faz parte do caminho. Pode parecer algo muito distante de nós, mas esse investimento existe e falamos bastante aqui no Olhar Digital.
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