
Quando o assunto é a alíquota de importação sobre carros eletrificados importados, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) discordam. E discordam fortemente, a ponto de seus dirigentes exporem publicamente seus posicionamentos conflitantes sobre a cobrança de impostos.
Pelo cronograma oficial, as taxas estabelecidas pelo governo federal passarão por reajuste em julho de 2025 e janeiro de 2026, até atingir o teto em julho de 2026. Em suma, o nó é o seguinte:
Em sua defesa contra a antecipação da alíquota máxima para importar carros eletrificados, Bastos aponta que os impostos sobre esses veículos já irão “praticamente dobrar” a partir de 1º de julho.
Conforme lembrado pelo presidente da ABVE, “o que é 10% vai virar 18% [para carros elétricos], o que é 12% vai virar 24% [híbridos plug-in] e o que é 15% vai virar 25% [híbridos leves]”.
Entre os primeiros quatro meses de 2023 e 2024, o Brasil se tornou o maior importador de carros eletrificados chineses do mundo. De lá para cá, a importação desses veículos aumentou 536%. E a Anfavea parece não estar feliz com isso.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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