
Há alguns anos, Flávio Figueiredo criou a Lecar, que tinha objetivo ambicioso: ser a dona do primeiro veículo elétrico 100% do Brasil. Chegou até a “ameaçar” tirar a fábrica da Ford da BYD. O sonho, que foi adiado diversas vezes, naufragou de vez.
Isso porque, nesta semana, a empresa divulgou comunicado oficial, afirmando que o Lecar 459 não será mais produzido. Ao menos, não como um veículo totalmente elétrico.
A montadora disse que vai focar na fabricação de veículos híbridos e com motor a combustão movido a etanol. Além disso, a nomenclatura 459 será mesmo mantida. Pelo menos, em tese.
Chegamos à conclusão de que o carro híbrido é mais vantajoso para a sociedade (…) em diversos quesitos, o que nos fez redirecionar nosso posicionamento e os planos para o mercado.
Para explicar sua mudança de posicionamento, a Lecar aponta que “o conceito do carro elétrico é o mesmo desde 1890: uma bateria recarregável que alimenta um motor elétrico”, indo na contramão de várias marcas, como a BYD, que demonstram que os elétricos estão na moda e podem ser o futuro. A Lecar, por sua vez, afirma o oposto: que baterias e motores elétricos estão chegando no limite de suas tecnologias.
Isso demonstra outra contrariedade no ponto de vista da empresa de até dois meses atrás: em publicação realizada naquela época, a companhia afirma que “avanços tecnológicos nas baterias estão revolucionando o setor de carros elétricos, marcando uma era de eficiência e sustentabilidade”.
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