
Quando pensamos na radiação normalmente associamos os efeitos dela ao corpo humano. Entretanto, circuitos e sistemas eletrônicos estão sendo cada vez mais afetados por esse problema, principalmente no espaço, onde a constelação de satélites vem aumentando constantemente.
Sem a proteção da camada de ozônio, o ambiente espacial é muito mais vulnerável à radiação emitida pelo Sol. Se a presença humana por lá é pequena, o mesmo não se pode dizer dos equipamentos eletrônicos. Satélites, módulos e todo tipo de dispositivo usado no espaço precisa ter uma atenção redobrada com esse perigo.
“O Sol emite muitas partículas energizadas mais próximo da Terra, e também podem vir algumas partículas de outras galáxias. Mas, para qualquer aplicação espacial de satélite ou entre planetas, todo o circuito integrado vai passar por uma forte chuva de íons que batem nesse material e pode causar pulsos de corrente que podem fazer com que o circuito se degrade.”
Apesar do risco, esse problema pode ser mitigado “existem diferentes técnicas em software, em hardware e em materiais que podem proteger estes circuitos da radiação e evitar falhas permanentes”, explica a especialista.
Kastensmidt liderou a criação do primeiro chip resistente à radiação no Brasil, há 10 anos. Esse ponto, inclusive, é fundamental, já que para evitar problemas com radiação em eletrônicos é preciso estar atento aos fatores que tornam eles vulneráveis.
A radiação é capaz de queimar o circuito, ou então gerar falhas que afetem as informações geradas pelo sistema, o que pode tornar a identificação do erro difícil.
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