
Em todo planeta existem milhões de espécies de seres vivos diferentes, espalhados desde os lugares mais inóspitos da Terra a uma simples superfície. O surgimento de toda essa vida data de bilhões de anos atrás e a única evidência clara dessa gênesis é nossa própria existência. Isso deixa algumas dúvidas, e uma delas é se a vida surgiu de elementos inanimados apenas uma vez.
A vida se originou há cerca de 4 bilhões de anos a nível molecular, de forma que poucas evidências fósseis foram deixadas para trás. Atualmente o que se sabe é que ela surgiu de moléculas não vivas, no fundo do oceano em fontes hidrotermais.
Nesse período da história do planeta, a Terra era rica em vários compostos químicos, como os aminoácidos. Pesquisas anteriores apontaram que o ambiente primitivo permitia a formação desses compostos naturalmente, assim como eles podem ter chegado aqui através de meteoritos.
Em algum momento essas moléculas se juntaram e formaram compostos mais complexos como proteínas, gorduras e ácidos nucleicos, como o RNA, um sistema de informações capaz de realizar reações em que produz cópias de si mesmo.
Durante as muitas multiplicações dessas moléculas, certas cópias tiveram erros ou mutações, algumas delas melhoraram a capacidade de replicação. Até que em determinado momento houve mais cópias mutantes, que também sofreram mutações e assim sucessivamente.
Uma das mutações provavelmente fez com que a molécula desenvolvesse uma capa lipídica a separando do ambiente externo, surgindo assim a protocélula, que permitiu que as reações de replicações acontecessem de forma e concentrada.
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