
A bomba atômica (também conhecida como “bomba nuclear”) é uma arma de destruição em massa, desenvolvida e utilizada pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial em 1945. O artifício carrega substâncias extremamente perigosas e atua liberando uma enorme quantidade de energia, o que origina uma explosão capaz de destruir o que estiver no caminho. A seguir, confira mais informações sobre o armamento e como ele funciona.
As primeiras bombas atômicas a serem produzidas e utilizadas foram, respectivamente, a Little Boy e Fat Man. Ambas foram desenvolvidas pelos Estados Unidos e ateadas a duas cidades japonesas (Hiroshima e Nagasaki) em meio a Segunda Guerra Mundial, a fim de contra-atacar a nação rival. Embora cada bomba carregasse substâncias diferentes, sendo Urânio e Plutônio, o princípio de funcionamento era similar: no centro do projétil, há uma substância altamente instável que, ao ser bombardeada por várias partículas (como Nêutrons), provoca o rompimento de um átomo, libera energia e esta energia destrói o que estiver pelo caminho.
O átomo é uma unidade infinitamente pequena, considerada a menor porção de um elemento químico. Desta forma, todos os elementos químicos possuem seu próprio átomo, o qual carrega as características que utilizamos para classificar este elemento e diferenciá-lo dos demais. Dentro de cada átomo há uma quantidade específica de energia, e alguns elementos químicos possuem bastante energia. Assim, quando se coloca vários elementos químicos com muita energia em um mesmo lugar e você provoca a divisão (fissão) de um átomo, ele libera energia.
As bombas nucleares são construídas de tal forma que, além de abrigar estas substâncias perigosas (como Urânio e Plutônio), permitem que a fissão atômica aconteça: um átomo é dividido e libera energia, a qual servirá para partir outros átomos e liberar ainda mais energia, e no fim, toda essa energia acumulada é liberada no ambiente e oferece um poder incrivelmente destrutivo.
Além de eliminar o que estiver pelo caminho, as substâncias da bomba acabam se espalhando pelo ambiente, o que provoca a ploriferação da radiação: partículas que se espalham pelo local e contaminam o que tocam, como água, terra, árvores, animais, e pessoas. Nos casos mais “leves”, é possível sobreviver, mas com sequelas que podem ser transmitidas para filhos biológicos, visto que a radiação pode alterar o corpo humano a nível celular e causar mutação genética. Nos mais graves, causa a morte.
O poder de destruição de uma bomba nuclear varia de acordo com a quantidade de substância colocada no armamento. A ciência mede este poder de destruição em quiloton e megaton: unidades de medida relacionadas à explosão de dinamites (TNT). Enquanto o quiloton equivale ao poder de mil toneladas de dinamite, o megaton corresponde a 1 milhão de toneladas de TNT.
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