
Este mês, a prefeitura de Roma, na Itália, reabriu ao público a área sacra do Largo Argentina, praça onde o ditador Júlio César foi morto há 2067 anos. O local, que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do país, passou por uma extensa obra de recuperação.
Com a reforma, financiada pela casa de moda de luxo italiana Bulgari, uma longa passarela, uma plataforma elevatória de cabine aberta, painéis informativos em italiano e inglês e dois espaços expositivos agora são disponibilizados ao público para contemplar os esplendores.
Assim, é possível ver de perto todas as fases da história da cidade, desde a República, passando pelos períodos imperiais e medievais, até a redescoberta no século passado com as demolições das décadas de 1920.
Além das atrações em fotografias, dois grandes painéis táteis e duas exibições digitalizadas em 3D foram criados para atender aos visitantes com deficiência visual.
Em 15 de março de 44 a.C., o líder militar e ditador romano Júlio César foi assassinado por 60 membros do Senado, segundo os quais ele governava de forma autocrática e autoritária. O episódio marcou o fim da República e começo do Império.
Durante esse atentado, Júlio César viu que Brutus, seu filho adotivo, era um dos que comandavam o movimento. Foi nessa ocasião que ele teria proferido a famosa frase “tu quoque, Brute, fili mi?” (até tu, Brutus, meu filho?), que se tornou expressão símbolo de momentos em que a confiança depositada é traída.
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