
Após sete anos de pesquisas, a Toyota e a Universidade de Stanford revelaram seus primeiros carros autônomos de tandem drift. Muito além de impressionar o público, a tecnologia, aplicada a dois modelos GR Supra, também ajuda a simular os desafios de dirigir em superfícies escorregadias, permitindo testar cenários dinâmicos.
O drift – ou drifting – é uma técnica que envolve deslizar carros em curvas, derrapando com a traseira do veículo e controlando o volante para posicionar as rodas dianteiras em uma direção oposta. Em competições de drift, os pilotos são julgados tanto por sua velocidade, quanto pela direção e quantidade de fumaça produzida na derrapagem. Na modalidade tandem, os carros – posicionados um atrás do outro – devem realizar a melhor volta sem que ocorra qualquer tipo de contato entre eles.
Em comunicado, a Toyota explica que a configuração simula condições reais em que os carros autônomos devem “responder rapidamente a outros veículos, pedestres e ciclistas“, podendo revolucionar a segurança e a adaptabilidade da direção autônoma.
Vale lembrar que, em 2015, a Universidade de Stanford já tinha apresentado um carro autônomo de drift totalmente funcional, convertendo um DeLorean para um trem de força elétrico.
Os testes com os novos carros autônomos foram realizados no Thunderhill Raceway Park, localizado na Califórnia, EUA. Os algoritmos do carro líder foram desenvolvidos pelo Toyota Research Institute, e os do segundo carro foram criados pela equipe de Stanford.
“Nossos pesquisadores se uniram com um objetivo em mente: tornar a direção mais segura. Quando seu carro começa a derrapar ou deslizar, você confia somente em suas habilidades de direção para evitar colidir. Essa nova tecnologia pode entrar em ação precisamente a tempo para proteger um motorista e administrar uma perda de controle, assim como um drifter especialista faria”, diz Avinash Balachandran, do Toyota Research Institute.
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