
Pesquisadores da Coreia do Sul anunciaram o desenvolvimento de um supercondutor de eletricidade em temperatura e pressão ambientes. Isso é algo tão revolucionário que, se confirmado, pode mudar o mundo.
Vamos entender o porquê. Os supercondutores transmitem eletricidade sem resistência e têm uma série de propriedades magnéticas que os tornam inestimáveis em aplicações tecnológicas. Normalmente, os supercondutores precisam ser resfriados a temperaturas muito baixas. Assim, um supercondutor capaz de trabalhar fora do laboratório em condições regulares seria realmente transformador.
É preciso ressaltar, no entanto, que já houve alegações anteriores de supercondutividade à temperatura ambiente que não deram certo. Portanto, é preciso conter os ânimos antes de comemorar o possível feito. Na última semana, os responsáveis pelo projeto enviaram um artigo descrevendo a pesquisa para o servidor de pré-impressão arXiv, e estão aguardando a revisão por pares para publicação em uma revista científica.
Um aspecto crucial da supercondutividade é a temperatura crítica: temperatura abaixo da qual o material se torna supercondutor. O valor declarado para o chumbo-apatita modificado (LK-99), material desenvolvido nesta nova pesquisa, é 127°C, o que significa que poderia ser facilmente empregado em todos os ambientes da Terra.
Conforme destaca o site IFLScience, se isso for confirmado, o LK-99 não será o único supercondutor à temperatura ambiente, mas seria o primeiro a não exigir grandes pressões para agir.
A equipe também registrou a corrente crítica no material, a falta de resistência elétrica, o campo magnético crítico, bem como o efeito Meissner, que é a capacidade de um supercondutor de expelir o campo magnético durante sua transição, repelindo ímãs próximos e permitindo que o material levite. Essas propriedades levaram os desenvolvedores a afirmar que o LK-99 é de fato um supercondutor.
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