Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

DNA revela diversidade genética surpreendente em Machu Picchu

DNA revela diversidade genética surpreendente em Machu Picchu

Um grupo de pesquisadores internacionais descobriu uma diversidade genética incrível nos restos mortais daqueles que um dia chamaram Machu Picchu de lar. Essa descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista Science Advances.

Para determinar a origem dessas pessoas, os pesquisadores sequenciaram o DNA antigo de 68 indivíduos, sendo 34 enterrados em Machu Picchu e a outra metade na capital do Império Inca, Cusco. Eles compararam esses resultados com o DNA de povos indígenas que vivem nos Andes hoje em dia, assim como com ancestrais de outras regiões da América do Sul.

Os pesquisadores usaram datação por carbono nos restos mortais, e descobriram que algumas dessas pessoas foram enterradas antes do surgimento de Pachacuti e do império Inca.

Em seguida, as amostras de DNA foram comparadas com o de povos indígenas que vivem nos Andes hoje (pesquisas anteriores descobriram que essas linhas genéticas têm permanecido inalteradas nos últimos 2.000 anos), bem como com ancestralidades de regiões mais distantes da América do Sul.

Vale ressaltar que essas “ancestralidades” são baseadas no DNA e não se sobrepõem necessariamente às identidades culturais dos povos, embora às vezes coincidam.

Os resultados indicaram que, embora alguns indivíduos tenham ancestralidade ligada às regiões próximas de Machu Picchu, muitos deles possuíam DNA proveniente de locais distantes, como a costa peruana, as terras altas do Peru e Bolívia e até mesmo regiões da Amazônia.

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