Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

Ciência brasileira volta a respirar, mas precisa de cuidados, alertam pesquisadores

Ciência brasileira volta a respirar, mas precisa de cuidados, alertam pesquisadores

A ciência brasileira voltou a respirar em 2023, mas ainda está longe de respirar aliviada. Vários obstáculos permanecem no caminho para a reconstrução do sistema nacional de ciência e tecnologia. É o que disseram pesquisadores que se reuniram para a 75ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) recentemente em Curitiba, no Paraná.

Ainda segundo os cientistas, será necessário consertar várias peças que já eram defeituosas no modelo original ou que já se tornaram obsoletas com o passar do tempo para essa reconstrução.

Uma das principais engrenagens do sistema que necessita de atenção é o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Temos uma deformação na política de ciência e tecnologia no Brasil. Essa deformação se chama ‘subfinanciamento histórico’ do CNPq, e isso precisa ser corrigido.

Sem orçamento adequado para financiar programas e projetos de forma autônoma, fica a pergunta: “Qual é o papel específico que cabe ao CNPq se olharmos os próximos dez, quinze anos?”, questionou o professor, numa mesa que discutiu a avaliação e o financiamento da pesquisa científica no país.

As FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa) estaduais cresceram em importância e assumiram um papel de protagonismo no financiamento da ciência brasileira nos últimos anos, preenchendo parte do vácuo de fomento que foi criado pelo colapso orçamentário das agências federais.

Compartilhe